CIA AVALON

terça-feira, 16 de julho de 2019

POESIA EM FOTO


o TOQUE



 AS co res

que correm entre meus dedos

que agéis percorrem seus medos

meus anéis

meus sorrisos entrecortados por tuas risadas










Meu sorriso de bandeja
Minha alma festiva
Meu abrigo nuclear
Minha Esfera
Meu núcleo
Minha CAVERNA


Autora: Priscila de Fátima Jerônimo

ARTE VISUAL BY PRISCILA DE FÁTIMA


ARTE URBAN


APRESENTAÇÃO DE DANÇA CIGANA NA COMUNIDADE DE PARAISOPOLIS






A Companhia Teatral Avalon, esteve presente na Comunidade de Paraisopólis, no evento do CRUK, para mais um dia de atividades teatrais, musicais e de dança.

A Professora Priscila de Fátima Jerônimo, profissional do teatro/dança, se apresentou com a Dança Cigana, dançando uma canção da Shakira.

Um evento primoroso, onde as crianças, os jovens e adolescentes de Paraisopólis, puderam acompanhar um dia de festividade, alegria e arte.

A Cia Avalon, agradece a oportunidade de trabalhar e difundir o movimento do Teatro / Dança.

Evoé.

Autora : Priscila de Fátima Jerônimo / Cia Avalon.












quinta-feira, 25 de abril de 2019


Entre os muros da cidade
Por entre as ruas 
Por entre o frenético
Vai e vem

Vem
Que o Som
Te traduza
Que o verbo
Se faça

Que a LUZ
Te abraça
E TOCA
Toca em essência
Em absurda
FORÇA.


Autora: Priscila de Fátima 888

terça-feira, 20 de março de 2018

Tigresa





Eu te amo tanto e tanto
Que nem as dobras do tempo
Se fazem em meu ser
tua aura reluzente
tua presença iluminada

me abençoe mão amiga
me cure alma bendita
E se teu olhar benevolente me dirigir
Te agradeço alma nobre
E sigo confiante
Eternamente confiante
De um dia novamente poder lhe olhar nos olhos e dizer: Eu amo você, alma minha.
Que as sombras do medo, da solidão, das calúnias, das fofocas e das intrigas, não se ergam entre nós, que somente dentro de nossos corações, possamos entender o que somos, como sentimos e o que desejamos.

Uma rede
Uma água de coco
E teu olhar a me sorrir
Te amo minha baiana
Te amo minha cigana
Te amo meu vento
Meu mar
Meu tudo e nada.
A completa definição da liberdade.
Sempre teu.
Humilde pescador.

Autora: Priscila de Fátima Jerônimo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


Em todos os momentos que penso em ti, tenho a sensação nítida de que me falta ar, me falta espaço na alma pra te dizer tudo o que senti, sinto e ainda sentirei.
Você resume meus momentos tão esparsos de uma forma terna, doçura e amor.

Só o que me resume.
Amor.

domingo, 24 de abril de 2016

Recomeçar

Recomeçar



Estou me sentindo nova por dentro, por fora, como há muito tempo não sentia, desejo ardentemente que realmente seja um novo começo, com uma nova história com um fim mais interessante.
Quero poder te olhar novamente nos olhos e não sentir medo, medo de ti, da tua palavra dura, do teu jeito grosseiro de ser, quero sentir que estamos prontos pra seguir para onde for e como for.

Quero sentir que agora chegou nossa hora e que finalmente vamos para de agir feito crianças mimadas e lidarmos dignamente com tudo isso.
É o meu mais profundo desejo.
Seguir em paz, contigo e com o mundo.
Obrigada por você existir.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Abandonar-me ao capricho dos Deuses, abandonar-me aos ventos que sopram e deixar seguir, seguir e seguir....
Cansada da mesmice da minha vida, do dia a dia chato e sem graça, das histórias confusas do trabalho, da maldade das pessoas e da falta de respeito. Cansada, em suma : é chegada a hora do novo, de outros ventos e outras possibilidades, é o que busco e quero.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Amor sempre amor

Me pego pensando nos devaneios tolos que sinto por ti, nas loucuras doces que nunca cometeremos, nas mãos dadas que nunca sequer se tocaram e na tua boca que nunca beijou a minha.
Amor platônico tem esse efeito, essa combinação, esse jeito de ser: impossível e inatingível.
Amar é simples, complicado é viver esse amor.
O que fazer ?
Me diz ?
O que eu devo fazer ?
 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Quando penso em você, tudo parece tão distante, tão surreal, tão inexistente, é como se nunca tivesse te amado, te desejado, te procurado. E nesse instante percebo que verdadeiramente tudo não passou de uma fábula com sua moral peculiar, seus olhos nunca estiveram aqui, sua boca nunca me beijou e seu corpo que nunca toquei ainda me assombra em noites frias de outono.
Você existiu somente num plano imaginário, desses que criamos para dar sentido a nossa existência vã e sem graça.
De tudo o que não vivemos, ficou o gosto amargo da desilusão, do desamor, do desatino desenfreado, irresponsável noção e desejo, que permeava minhas  ações em meados de 2010.
E o tempo voraz, absoluto e senhor de tudo, devorou as lembranças, alimentando dia a dia a inexistência do que nunca existiu.
E o que restou dentro de mim?
Uma pergunta difícil de responder, outro dia te vi passar na rua, com seu carro imponente e sua cara deslavada, não sei se me viu, acho que não, mas tanto faz, você não pararia se eu estivesse na faixa, aposto que me atropelaria se pudesse.
Eu sei sou muito dramática e faço de tudo uma tempestade, talvez, não sei. Do que me lembro resta somente a poesia, tantas e tantas palavras direcionadas a ti, com amor, servidão, desejo, luxuria, paixão, arrebatamento que chego a sufocar. Fostes  para mim uma escola do amar sem ser amado, e agora honestamente, cansei dessa maneira torta de amar.
Estou pronta para seguir, sem vestígios de batom em minha alma, sem água benta em minhas lágrimas, sem pecado e sem perdão, quero viver um amor que seja real, ao menos daqueles diários em que se acordar todo dia ao lado do ser amado.
É o meu desejo. Espero que compreendas,  se ainda se importar.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ele a olhou de cima a baixo, vestida com descrição, salto alto, saia preta e blusa vermelha, nas mãos um casaco para os dias de frio que fazia na cidade. Os cabelos presos num coque, a boca vermelha pintada com esmero, os olhos delineados e as mãos e unhas pintadas de preto, uma bolsa pequena e um brinco grande e chamativo. Perfeita. Assim ele pensou logo que ela entrou naquele café. E feito um gato ficou a espreita observando todos os movimentos, como ela pediu seu café, como se sentou, quando mexeu no celular, e a maneira que brincava com os anéis grandes na sua mão.


Tudo nela denotava domínio, graça e exatidão, dizer-se ia que ela estava interpretando de tão bela que a cena era.

Não havia necessidade de mais nada, só olhá-la, mas afinal: quem é ela ?

sábado, 30 de novembro de 2013

Não preciso da esmola da tua bondade
Da migalha da tua amizade
Não

Não preciso
Do teu olhar de compaixão
Não preciso.



Eu agradeço
Mas nego
Tua ajuda
Não me ajuda

segunda-feira, 16 de setembro de 2013



A moça da esquina

Se parece comigo

Tem dons de fada
Tem sorriso de moça

A moça da esquina
Se parece comigo
Tem sorriso faceiro
Tem jeito de dama

A moça da esquina


Brigou com o namorado
Eu só fiquei olhando


Torcendo pra ela

A moça da esquina
Vende doces na feira
Cada quitute

Equivale a uma ida ao céu

A moça da esquina

Está solteira
O namorado


Aquele safado a deixou

A moça da esquina

Agora parece uma namoradeira
Vive sempre na janela
A suspirar

A moça da esquina
Se parece comigo
Deixou de sonhar
E começou a viver.


Coragem pra dizer



Gostaria de ter coragem
Coragem
Pra dizer




Gostaria de ter fé
Fé
Pra te gritar




Gostaria de não ter medo
Medo 
De ti




Gostaria de ousar
Ousar
Correr atrás



Atrás do tempo
Que perdi
Quer perdemos




E ousar 
Ser
A louca de antes




A tresloucada 
De ontem
A sem noção de acolá



Mas já não sou assim
Agora sou razão
A emoção é medida



Comedida
Conta gotas
Conta
Gotas
Conta



O amor se faz 
Em pedaços contados
De reticências




De maneiras
Polidas
De amar



Será amor ou somente civilidade de amar ?

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ENSINA-ME


Não tenho dinheiro que lhe pague

Não tenho prestigio que lhe cause

Não tenho fama que lhe abrace





Mas ofereço-te meu verso

Mas dou-te meu sonho

Mas digo-te meu ideal



Se tua boca

Proferir palavras

Meu coração exprime sentimento

Se tua mão a pena desferir

Serei o papel em branco





Como uma obra inacabada

Como uma peça sem direção

Como um texto sem fim



Sou eu...

Sem a doçura de tuas mãos

Sem a delicadeza tão rude da tua voz

Sem a elucubração brilhante

Deste teu cérebro





Faço-me pequena

E me refaço em ti

Nos teus ensinamentos

Em tua semente



Sou-te solo fértil

Plante em mim o futuro de tua dinastia

Quero ser a boca que gritará teus verbos

Quero ser a extensão da tua obra nesta existência



Ensina-me a ser como tu

Pois em ti vejo “Sofia”

E nela quero estar!







Priscila de Fátima Jerônimo



quarta-feira, 12 de junho de 2013

FELINA






 
 
Te olho
Feito felina
Te observo
Em silêncio

Seus movimentos
São friamente analisados
Minha alma felina
Não me permite achar graça

Olho e penso: miau.
Olho e penso: humano?
Olho e penso: Meu ?
Olho e penso: Atum ?

Você vem
E meu peito ronrona
Feliz
Não quero suas cócegas na minha barriga

Abro minhas garras
E grito: nãoooooooooo
Você se assusta e diz: gata feia.
Olho com meu olhar esfinge e penso: idiota.

Ficamos quietos
Você insiste em ficar em frente a uma telinha
Eu esfinge,finjo dormir
Sim, é só um truque.

Tenho super poderes
Enxergo de olhos fechadinhos
E meus bigodes
São anteninhas de vinil

Miau, vou dar uma volta.
O humano rato caiu na ratoeira.
Tolo.
Miau.

Autora: Priscila de Fátima Jerônimo
Maio de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O perfume

O doce perfume que um dia senti, vinha de uma jovem moça, branca, de cabelos encaracolados, mãos nervosas que se torciam, como que demonstrando sua ansiedade, ser nervosismo.
Fiquei de longe observando e pude perceber que ela dizia coisas a si mesma, baixinho, como se estivesse rezando e ou conversando com alguém.
Não havia ninguém ao lado dela, somente ela e mais ninguém, pelo menos eu não via o que ela via, pois parecia que realmente alguém estava ali...
Desejei chegar perto e perguntar: - Moça, está tudo bem ? 
Não tive coragem, fiquei sem ter como dizer alguma coisa, pois no momento que pensava em abordá-la, ela levantou rapidamente do banco onde estava sentada, chacoalhou a cabeça, balançou os cabelos, deu uns tapinhas de leve no rosto e disse: - Acorda, acorda, acorda. Isso é um sonho. 
E saiu, pisando firme e forte, com sua maluquice, seu olhar, suas mãos e principalmente seu perfume.
Fiquei encantado.
Eu não era mais o único ali.


A visita




Eu visitei teu tumulo hoje, coloquei flores, acendi uma vela e chorei. Chorei por sua inexistência, por minha perda, por nós.
A vida era tão especial quando estavas aqui e hoje é um vazio de saudade e dor.
Peço que não se esqueça de mim, onde estiver, que lembre-se sempre da sua mulher, que ainda está aqui, sozinha e aguardando para poder estar contigo.
Não me diga para lutar, não me diga para vencer a dor, não quero vencê-la, não quero, quero somente senti-lá profundamente em mim, para que eu tenha a certeza de que você foi o grande amor da minha vida.
E se é uma obsessão, se foi, ou deixou de ser, não me importo, amei e continuo amando.
Minha forma de ver o mundo de onde estou não me deixa sentir, somente lembrar, isso faz sentido, lembrar e lamentar o tempo perdido. 
Se um conselho posso te dar, darei: Ame-se sempre em primeiro lugar. Pois me esqueci que somente eu mesma poderia me dar  o que mais ninguém poderia: a paz de espírito.
Fique bem. Onde estiver.


Contos...
A solidão

É a melhor resposta para o meu eu
Enquanto estou só 
Sou plena 
Sou verdadeira

Se me divido
Se deixo no outro a forma de me fazer feliz
Sofro

Se deixo para amanhã
O amar-me
Renego-me

Se deixo pra depois
O cuidar-me
Descontruo-me

E já não quero buscar
Já não quero procurar
Cansei

Vou ficar com quem mais me dá prazer
Eu mesma.