sábado, 1 de fevereiro de 2020
A SOCIEDADE
A sociedade do Espetáculo, tem
gerado humanos dramáticos, com uma necessidade vital de exposição, o celular
segundo a capa de uma revista atual, é o vício diário da sociedade capitalista:
a ostentação.
Ostentar uma falsa realidade, uma sensação de quase prazer ao ver um comentário
nas redes sociais, uma doença psicossocial, onde a nossa sociedade se permeia
entre relacionamentos cibernéticos, gerando seres robotizados, uma hipnose
regada a ondas nocivas ao corpo, o celular tem
acelerado as partículas de câncer, trabalhadores da área de telecomunicações
estão diariamente expostos a vários elementos químicos que alteram a frequência
das batidas do coração e consequentemente aceleram a mutação.
Aliando-se isto à uma alimentação duvidosa, aos
vícios, o stress diário, vemos um aumento significativo de pessoas com
adoecimento precoce, na busca por beleza, juventude, poder e status, o homem
busca virilidade, a mulher a beleza eterna, uma luta injusta diante da velhice
que chega trazendo suas dores e suas verdades.
Brasil país de velhos que se fazem de jovens, um
celeiro em putrefação, gerido por um Louco Dinossauro que agora resolveu
transformar a pasta de cultura em turismo.
Aumento significativo de mortes, violência e
descaso social, é Papai Noel - esse ano - Jesus vem em uma moto.
HO HO HO
P.F.J
MUDANÇAS
Mudanças
O Mês de Janeiro é o típico tempo
da chuva, uma água que lava as almas, que faz florescer as plantas, que deixa o
ar mais úmido e automaticamente deixa a atmosfera mais sutil, dias quentes,
noites de verão, almas que se refrescam com sorvete, risadas, cerveja, samba,
harmonia e alegria.
Janeiro chegou ao fim, as
mudanças ocorrem em nossa vida para nos fazer pensar.
Penso sempre nos atos diários que
exigem mudança, reflexão assertiva do que é os tempos de hoje, mudanças,
rotinas que se alteram com o passar dos dias, aceitação, um termo usado em
muitas terapias, aceitar-se em toda sua amplitude, com seus erros, seus
acertos, não existe o errado e o certo, existe o FAZER.
Faça por você mesmo(a), exija de
si mesmo(a) uma renovação, altere seu modo de atuar, diante das dificuldades
encare a situação com confiança, com fé e acima de tudo não se desespere, a
vida cobra, e muitas vezes a cobrança vem de nós mesmo, o pior juiz está dentro
de nossa alma, esse julgador interno que nos cobra atitude, respeito,
disciplina, responsabilidade.
Seja responsável pelos teus atos,
por tuas palavras, mire-se no exemplo daqueles que construíram mundos, que
fomentaram idéias, nos grandes pensadores da humanidade.
Leia os Grandes Filósofos, os
homens e mulheres que um dia pensaram os rumos dessa humanidade, tão carente de
sabedoria, de iluminação.
Acredite: a leitura, o estudo, a
sabedoria da escrita, chega somente para aqueles que sentam, escrevem e
conseguem com sua pequena verdade, exacerbar os grandes, as brilhantes mentes
que um dia sonharam um futuro melhor.
Não perca tempo com intrigas, com
fofocas, com maledicências, mire-se no espelho de tua própria alma e veja
realmente quem você é, diante da encarnação atual.
Quem é você ?
O que você faz?
O que você contribui para um mundo melhor?
Seja você o aprendiz da
eternidade, o eterno estudante das verdades imortais, sem estudo, sem cultura e
sem os professores nada seremos, portanto respeite o velho Mestre, a Velha
Mestra, estamos no mundo para ensinar, educar, fomentar, diante do que somos
apenas tentamos plantar uma pequena semente.
Se essa semente florescerá,
somente o tempo dirá.
Creia.
Educar é um ato de rebeldia.
Autora: Priscila de Fátima
Jerônimo
sábado, 18 de janeiro de 2020
OS TEMPOS MODERNO.
Os tempos modernos, antigamente quando eu queria ler algo novo, procurava a biblioteca do bairro, dirigia-me para o sagrado templo dos livros, para efetuar uma pesquisa e ou algo relacionado ao que o colégio havia pedido, com o passar do tempo, as buscas por livros, por conhecimento eram transcritas em folhas de almaço, não havia computador, somente papel, caneta e a boa letra de mão.
Escrever horas e horas, copiar os livros que a Bibliotecária deixava em um silêncio digno de hospital, era a máxima daquele recinto, manter-se calado(a), lendo, estudando e observando as regras impostas pela rica Casa de Livros.
Antigamente fazer pesquisas era divertido, íamos em grupo, dividíamos os temas para que cada um fizesse o que havia sido proposto pelo Professor(a), geralmente havia alguma intriga e ou discussão, mas normalmente conseguíamos levar o trabalho até o término: Era Divertido ser aluno(a), era prazeroso fazer um belo trabalho, entregar uma bela capa, caprichar nos detalhes por menores que fossem, era bom fazer o trabalho para que o Professora e ou Professora, corrigissem e nos dessem boas notas.
Era bom ser aluno(a), Era bom estudar.
O sonho de notas altas, bons elogios e a vontade de ser motivo de orgulho para nossos pais.
Hoje, o que se pode dizer dos alunos(as) dos dias atuais?
Preguiça?
Descaso?
Indisciplina?
Violência?
Alguns lamentam pelo que vivem em seu dia-a-dia, outros vivem a lamúria de dizer verdades em âmbitos pouco producentes, a roda da vida é cheia de setores: educacional, religioso, político, afetivo, financeiro, saúde física e emocional, âmbitos que poucos percebem como eixos de evolução; julgar é fácil, tempos frívolos, uma era midiática, em que a comunicação ganhou destaque, mas as relações cibernéticas alçaram vôos que desconectaram o homem, a mulher de si mesmos, tristes tempos, aquele velho olho no olho, mãos entrelaçadas, silêncio de uma lágrima, doçura de uma prece, o agradecer por mais um dia de trabalho, de vitória, de conquistas, de aquisição, mais um término de dia, onde os corações em prece se amontoam em mães que rezam, em pais que oram, em filhos que louvam.
A família que se faz de ninho, em aconchegantes preces de amor, pela vida, pelo outro, por mim, por nós, por todos.
A PRECE.
A GRATIDÃO
A ORAÇÃO
A CERTEZA
Em tempos de Guerra peço por PAZ.
Em tempos de Cólera falo de POESIA.
Em tempos de Treva falo de amor.
Em tempos de Fome falo de Pão.
Pão que se faz.
Pão que se planta.
Pão de vida.
Que as Bençãos das Sagradas Mães nos envolva em um Berço de LUZ.
Autora: Priscila de Fátima Jerônimo
sábado, 11 de janeiro de 2020
MERLIM
Eu não sei dizer quando foi a data, o horário e ou a hora que tomei conhecimento da tua existência.
Bastou que me dissessem de tua vida, do teu nome, da tua escolha, que descobri uma razão para buscar.
Eu sou, a busca
Eu sou, a busca
Eu sou, a busca
Nada me instiga ao trabalho, a não ser que aja curiosidade, aja uma réstia de mistério para desvendar, sou assim...
Se o trabalho já vem pronto, não acho graça, não acho divertido.
Eu olhei a foto, era um casal, um homem e uma mulher, e passei a olhar, a observar e algo dentro de mim, foi nutrindo uma carapaça, uma cápsula que me faziam admirar, feito um bicho, analisando suas presas...
Afiei minhas espadas, a razão e o motivo, Minha Avalon, corria perigo, um simples leigo teria me feito desistir, mas com aço, ferro e espadas, sei lidar...
Se Minha Avalon corria perigo, era por quê ele: Merlim - em busca do Santo Graal , me norteava os rumos de uma Sociedade tão decrépita, tão injusta e tão sentimental, é....
O Velho Druida tinha razão, arrastando meu corpo cansado pelas trilhas que levavam até a água do poço, o Velho espelho da Morte, me mostrariam as razões do temor.
A Deusa era a causa de minha existência, estar ali, como a Grande Viviane, solitária, por vezes perseguida, em alguns momentos aceita e em muitas circunstâncias, somente mais uma filha da Lua, tão triste e sozinha, feito os desiginos que a Grande Mãe impõe.
Eu amava, Merlim, como fruto e causa de minha importância no Mundo, os velhos Padres do outro lado da ilha, já celebravam os sinos de fé, meu corpo, sentindo o gélido relance da morte, um dos Cristãos, havia ousado tocar meu ventre, audaciosos e implacáveis. em torno de um Deus, que em nada simbolizava para nós, Druidas, e eu, de longe, no Alto da Colina mais verdejante de Avalon, acompanhava o enterro de mais um deles, o tal Cristo havia retornado ao solo com mais um deles.
Toquei o Centro da minha testa, e conjurei pela Deusa.
Ela daria o repouso merecido, a um pequeno falo.
Assim ELA É.
Assim ELA SEMPRE SERÁ.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
O AMOR NASCE
O amor nasce dentro do coração e da alma, daqueles que acreditam, a fé nasce dentro da mente daquele que um dia em desespero se viu no fosso da dor, na dúvida e na incerteza de acreditar, e o Sol que invadiu a Alma tendo a clara e nítida certeza, de que se em crendo na Vida, a alma se fez de luz e bondade, é a vitória certa do PERDÃO.
Um ser humano nunca se perde dentro da Bondade, mas em momento algum a alma se perde de sua essência, ser filha de Mariana, nunca me trouxe tristeza, sempre me trouxe verdade, ela, sempre me punia por não ser dedicada, e eu, sempre me cobrava, mais estudo, mais retidão e principalmente Coragem.
Quando ela partiu, um pedaço de mim, foi com ela, nunca sofri tanto em minha vida, ao vê-la ali, inerte, um manto azul, o olhos fechados e a dor, do LUTO, minha Mãe, minha amada Mãe, aquela que deu a vida por mim, estava ali, naquele esquife, naquele momento, o mundo se fez de dúvidas, mas ao olha-lá, eu acreditei no repouso dos justos, um ser humano tão digno, uma mulher tão sofrida, ali, sem vida, seu sorriso, sua alegria, sua gargalhada.
Aonde foi parar a Risada de minha Mãe?
Por que ainda hoje, depois de vinte anos, ainda sinto saudade, de pequenos detalhes, do doce de figo que ela tanto gostava de fazer, do almoço de domingo, com frango e macarrão, de vê-la sentada jogando vídeo game, eu sinto SAUDADES.
Minha Mãe me deixou exemplo, dedicação, e onde vou sempre que se lembram dela, me abraçando com doçura e bondade, pelo nome Dela, pela Obra que ela ergueu neste Orbe.
Eu a amo, e ainda sentirei saudades durante toda a minha encarnação, minha Mãe era e é inesquecível: brava, coerente, digna, honesta e bondosa.
Um olhar tão intrigante, quanto sua bondade, uma mãe tão dedicada, que hoje, sinto-me honrada por um dia poder tido a oportunidade de chamá-la de : MÃE.
À sua benção Mãe Amada e querida,
Autora: Priscila de Fátima Jerônimo
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
ESCREVER É UM ATO DE AMOR
Escrever é um ato de amor
Escrever é um ato de entrega
Escrever é um ato de renúncia
Horas escrevendo, horas estudando, o melhor texto, a melhora forma de expressar o que sou, o que sinto, anos escrevo e o prazer da escrita, somente meus dedos agéis, na Interzona de mim mesma, fazendo meus relatórios infindos, minhas celeumas diárias, minhas dúvidas, meu ego inflado, meus mais caros sentimentos, minhas mais profundas dúvidas, minha mente, meu eu, meu ....é tudo meu.
Aprender a escrever sozinho, aprenda a conjugar teu próprio rumo, saiba estudar sozinho, faça teatro, faça roteiro, enfim, senta- escreve, estuda, escreve, leia e quem sabe....
Vá estudar.
Vá ler.
Vá treinar.
Para se escrever bem, é preciso ter uma rotina diária de pelo menos quinze minutos de exercício.
Minha meta. Escrever e morrer escrevendo.
É prazer.
P.F.J.
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
O RETORNO CÓSMICO DA MULHER.
A busca do ser Cósmico, tem me levado
à uma constante Jornada Mítica, envolvendo os caminhos de educação e cultura.
Estudar o Ancestral Corpo Mítico, me
fez buscar através da dança e do teatro, a real importância da saúde, um corpo que
se move em busca de si mesmo(a), é um corpo desperto pela dança e orientado
pelo teatro.
Quando penso no início da minha
Jornada como atriz, lembro-me do meu antigo corpo, um corpo obeso, de 130 kg,
dores, dificuldade de locomoção, pressão alta e um único propósito: emagrecer.
A Obesidade é uma doença, levei anos
para assumir, meu médico me dizia sempre isso em inúmeras consultas, ele me
dizia: - Conscientize-se, a OBESIDADE é uma doença.
Eu sempre saia com essas palavras na
cabeça, um Árabe, me dizendo isso em consulta me faziam meditar sempre.
Eu tenho uma doença, eu tenho uma
doença, não se tratava somente de comer, mas sim em uma admissão para mim
mesma, eu era DOENTE.
Haviam fatores genéticos que me
abraçavam o corpo, causas emocionais que limitavam minha mente, a consciência
desses fatores foram chegando com o decorrer de 22 anos, lutando para
compreender as causas da gordura, as consequências para meu corpo físico, as
inúmeras drogas que meu corpo foi acumulando no transcorrer desse tempo, e a
retomada de fôlego para reagir e vencer.
A OBESIDADE mata, silenciosamente
ataca o coração, restringe os movimentos e limita o ser humano em inúmeras
situações de enfermidade.
O que para alguns se trata de uma
busca desenfreada pela beleza corpórea, para mim, se tratava sempre de não me
sentir impotente para algo que me fez criar uma paixão: a DANÇA.
O que para alguns se trata de uma busca
desenfreada pela beleza corpórea, para mim, se tratava sempre de não me sentir
impotente para algo que me fez criar uma paixão: a DANÇA.a pela dança, eu que
comecei a dançar com 110kg, fui redescobrindo uma mulher camuflada por quilos e
mais quilos de falta de amor, de submissão à relacionamentos fadados ao
fracasso. A sociedade me cobrava e eu me punia por não ser a magra, a bela , a
barbie cheia de adjetivos que uma sociedade hipócrita cobra.
Esse gatilho do despertar para uma
nova pessoa, somente a busca pelo movimento, pelo teatro, me trouxeram a
certeza, o Método de Pina Bausch, a beleza do movimento que não restringe e não
classifica nem pune o magro e tão pouco o gordo, a dança pode ser realizado
pelas duas personas, por todos, mesmo os cadeirantes dançam.
E essa busca me fez ser quem sou
hoje, um novo ser humano, capaz de compreender essa jornada como uma busca
ETERNA, por equilíbrio emocional, mente sã, corpo são.
Viva a Dança.
Viva ao teatro.
Autora: Priscila de Fátima Jerônimo
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
O SOL RAIOU
Uma pausa no velho
Uma brecha no tempo
Um "religare" ao novo
Um "start" - uma nova trilha
O que passou ficou
Deixei nas ondas da praia
Lavei meu corpo
Entreguei ao mar
Minha alma se fez
De maresia
E com as ondas
Beijei a praia
Feito Sereia
Feito mulher
Renascida das águas
Abençoada pela Senhora do Mar.
Odoyá - Mamãe.
Autora: Priscila De Fátima Jerônimo
Todos os direitos autorais reservados.
Dez/2012 - Praia Grande - São Paulo
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
MENINO ZIKA
Meu menino zika cresceu
Nasceu de um ventre formoso
De mãos pequenas e dóceis
Um olhar altivo, sereno e determinado
Era Zika Mãe
E o filho
Seguindo
E cantando
E acreditando
Das Melenas do Pai
Muita coragem
Reage filho
Novas formas
Outros sons
Outras Paragens
E assim
Se formou
Corpo-alma-cor-AÇÃO
E foi ditando
E crendo
E vendo o Rio
Doce
De uma beleza serena
Cantarolante
Feito Ela
Feito Ele
Carne
Som
Música
Verbo e Poesia
Menino trilha
Trilha Menino.
E nas Trilhas de um Caminho
Pequenos UIVOS
Nas noites Vadias
Que bocas beijavam
Que corpos dançavam
E pula breque
E pula cela
REC
STOP
PLAY
Dá o Play Macaco.
Que todo som é nosso.
É vida
Que pulsa nas trilhas de um coração luminoso.
LUZ MENINO.
LUZ MENINA.
Toca
Re to ca
Olha
cata
a TO CA
OCA
ACO
OCAAAAAA.
ô Curumim....Acorda.
VAMPIRISMO SEXUAL
Hoje em dia se fala muito em vilões, em seres que controlam o pensamento das pessoas, dos seres humanos, entretanto há muita mentira e muita violação.
Vilões da NOVA ERA, que se sustentam em estágios de Vampirismo sexual, mental e psiquico, quando Chico Xavier esteve na Terra, falava absurdamente sobre este comportamento, hoje em dia vampiriza-se tudo, a mente, o corpo, a alma e até mesmo os pensamentos, homens que se utilizam do conhecimento para vampirizar, escravizar e abusar dos LIVRES PENSADORES, sugando tudo o que possuimos, transformando-nos em seres IMBECIALIZADOS, vampirizando nossa saúde, nosso eixo criativo e fingindo ser seres luminosos, quando vamos verdadeiramente perceber, estamos lá, HIPNOTIZADOS, enganados e principalmente usados, por eixos MIDIÁTICOS, achando que estamos evoluindo e pelo contrário, estamos sendo automatizados, imbecializados, numa SUPOSTA ILUMINAÇÃO QUE NÃO EXISTE.
QUEREM NOS CALAR, NOS FERIR E MANIPULAR A MATÉRIA À FAVOR DE PRETENSOS VALORES, QUE NA MORAL E NA REAL, QUER MESMO É USAR DA VELHA LEI:
TUDO É CAPITAL ?
TUDO É MER - CA - DO - RIA ?
CUIDADO. FALSOS PROFETAS, FALOCENTRISTAS.
Autora : Priscila de Fátima Jerônimo
A SEXUALIDADE E A CRIATIVIDADE
Hoje em dia se fala muito de corpos erotizados, de mentes que se apropriam de corpos, fala-se muito de Pomba Gira, que é a exacerbação da sexualidade da MULHER, que toda mulher deve se tornar ultra feminina, que deve se valorizar, que deve se liberar que usar de sua SEXUALIDADE com liberdade é um ato legítimo de poder, entretanto quando percebemos com clareza o quanto essa sociedade decrépita valoriza o SEXO, como função e razão de ser, percebe-se que toda essa busca por SEXO, e satisfação CARNAL, É NO FUNDO um incentivo para a LIBERAÇÃO de uma LIBERTINAGEM que infelizmente não faz a mulher evoluir e sim a torna vítima de sua própria essência, amar e fazer sexo é algo SAGRADO, muitas mulheres encontram-se nessa mítica escravizadora, de que para ser MULHER é preciso ser libertina, que sua sexualidade é algo que a torna poderosa, que sair com qualquer um, que se tornar OBJETO DE DESEJO, faz com que a mulher sinta-se empoderada, etc e tal, no que me tange quanto pensadora e livre expressão, apesar de toda essa modernidade, percebo claramente que o contrário disso faz com que a mulher se identifique mais consigo mesma do que com uma SEXUALIDADE exacerbada, muitas vezes penso ser isto uma dicotomia, mas não, quanto mais estudo sobre sexualidade, desejo e punição, compreendo claramente que a CABAÇA, ou seja a sexualidade não deve ser mote de produção e sim, usar do EIXO DE CRIAÇÃO SEXUAL para pensar, muitos e muitas se perdem nessa situação reproduzindo o que se espera dessa sociedade hipócrita e imunda, quanto mais LIBERTO formos dessa maneira escravizante de pensar, mas digno de sermos assexuados seremos.
O Sexo para geração de outra vida é algo divinal, mas o sexo como eixo castrativo e vampirizador de nós mesmos, nos torna escravos de órgãos que na sua função primordial foi criado para a livre expressão, adquirimos a consciência disso, através da dança, da música, da arte cênica, e percebermos que quando focamos nessa maneira tão brasileira de pensar; que estaremos completamente entregues, no que o poder quer que pensemos.
Reproduzir para entregar outra carne ao dócil poder imposto ?
Será ?
Pensemos....
Autora : Priscila de Fátima Jerônimo
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